Máquinas Antropofágicas

As Máquinas Antropofágicas são mecanismos estruturais de intervenção e investigação artística desenvolvidos pelo grupo ao longo de sua trajetória. A idéia de Máquina enquanto ferramenta teatral, muito inspirada na poética e nas obras teatrais de Tadeusz Kantor, se materializa pela primeira vez em 2010 com a Karroça Antropofágica. Uma estrutura móvel sobre rodas, abre-alas de um coro cênico-musical deslizante, desenvolveu-se como mistura de cortejo, happening, performance e intervenção.

Dessa experiência, desdobramos um eixo de ação ao qual demos o nome de Máquinas de Intervenção Urbana, construídas para explorar formas não convencionais de diálogo teatral com a rua e a cidade. Para além destas, um outro conjunto compreende as Máquinas Processuais, voltadas para o aprofundamento da relação entre o público e nosso processo criativo.

Máquinas de Intervenção Urbana

Nome. Karroça Antropofágica

Ano. 2010

Sinopse. 

 

Cortejo cênico-musical conduzido por nossa Karroça, inicialmente inspirada nos tropeiros, homens livres do Brasil escravocrata responsáveis pela circulação de mercadorias. É a mais antiga máquina do catálogo, já tendo percorrido a cidade de São Paulo do extremo Leste ao extremo Oeste, e realizado marchas com diversos outros coletivos da cidade. É uma máquina altamente adaptável às variações de conteúdo, podendo abarcar diversas paradas temáticas numa única jornada.

Nome. Máquina de Leitura

Ano. 2012

Sinopse. 

 

Uma máquina que responde à nossa necessidade de estender os estudos textuais do grupo para espaços públicos, levando às ruas uma cacofonia de fragmentos literários, dramatúrgicos e poéticos, propondo uma forma não convencional de contato com a leitura. Na Máquina de Leitura o público pode fruir pelo texto lido de diversas maneiras, desde a leitura individual dos livros até a contação em voz alta ou a recitação de poemas realizadas pelos atores.

Nome. Fiteiro Poético

Ano. 2013

Sinopse. 

 

Barraca de poesias e leituras com estrutura inspirada nos quiosques de comércio popular do Nordeste e nos saraus periféricos. Feito especialmente para a realização de intervenções estáticas, criando um ponto de encontro intermitente no entorno do Fiteiro. Pode servir tanto para apresentações pontuais de espetáculos de variedades, quanto para o estabelecimento de um oásis itinerante semi-permanente de poesia. É também uma excelente máquina para o desenvolvimento do Ator Feirante. De maneira geral conta com recitação de poemas, músicas e leituras diversas, além de alto grau de interação com o público.

Máquinas Processuais

Nome. Kabaré Antropofágico

Ano. 2012

Sinopse. 

 

Inspirado na tradição dos espetáculos de formas híbridas e do teatro de variedades, é uma máquina voltada para a pesquisa musical da Antropofágica. Nasce da intersecção de dois campos de interesse do grupo: a música no contexto das formas de agitação e propaganda e a potencialidade do uso da canção na música de cena. O Kabaré Antropofágico sintetiza de forma concisa as intersecções cênico-musicais da Antropofágica, desenvolvendo mecanismos de agilidade no levantamento de repertório e flexibilidade de execução musical.

Nome. Teatro Passeio

Ano. 2013

Sinopse. 

 

Inspirado por A Alma Encantadora das Ruas, de João do Rio, o Teatro Passeio invoca a flanação: “Flanar é ser vagabundo e refletir; é ser basbaque e contar; é ter o vírus da observação ligado ao da vadiagem.” Na relação que propõe com a cidade, essa máquina busca lugares e encontros que se contraponham ao ritmo acelerado do cotidiano urbano. Configura-se como uma máquina ideal tanto para interações investigativas quanto para o reconhecimento e descoberta de novos lugares, podendo inclusive ser usada como viagem preparativa para a realização de outras máquinas.

Nome. Almanaquy Antropofágico

Ano. 2002

Sinopse. 

 

Inspirado pela diagramação característica dos almanaques impressos, e também pelas diversas formas históricas do teatro de variedades, o Almanaquy Antropofágico é um espaço periódico de compartilhamento de nossas pesquisas teatrais. Diferente de um ensaio aberto, que pressupõe uma etapa na construção de um produto final, a forma Almanaquy permite a encenação descompromissada de qualquer tipo de material consultado e desenvolvido pelo grupo. Apelidado pelo grupo de Máquina de Processo, visa criar um diálogo permanente entre o público da Antropofágica e os diversos aspectos, muitas vezes transitórios e inacabados, de nossa pesquisa estética continuada.

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