FEIRA ANTROPOFÁGICA DE OPINIÃO

II Feira Paulista de Opinião ou I Feira Antropofágica de Opinião (2014)

A Antropofágica realizou nos dias 15 e 16 de fevereiro de 2014 (sábado e domingo), das 14h às 22h, no Espaço Cultural Tendal da Lapa (Zona Oeste) a II Feira Paulista de Opinião ou I Feira Antropofágica de Opinião, em referência a I Feira Paulista de Opinião (1968), dirigida por Augusto Boal.


 

I Feira Paulista de Opinião (1968)

 

Em fins de 1968, uma Primeira Feira Paulista de Opinião foi organizada tendo como mote uma pergunta feita aos artistas envolvidos: O que pensa você do Brasil de hoje? O objetivo era apresentar as peças que, empenhadas em responder a essa questão, procurassem aprofundar a figuração crítica e o enfrentamento político do regime.

Alguns dos mais representativos dramaturgos de esquerda do período foram reunidos – Augusto Boal, Bráulio Pedroso, Gianfrancesco Guarnieri, Lauro César Muniz, Jorge Andrade e Plínio Marcos – além de compositores como Ary Toledo, Caetano Veloso, Edu Lobo, Gilberto Gil e Sérgio Ricardo.

O espetáculo foi dividido em dois atos: do primeiro faziam parte Tema, de Edu Lobo; Enquanto o Seu Lobo Não Vem, de Caetano Veloso; O Líder, de Lauro César Muniz; O Sr. Doutor, de Bráulio Pedroso; ME.E.U.U Brasil Brasileiro, de Ary Toledo; e Animália, de Gianfrancesco Guarnieri. Do segundo constavam Espiral, de Sérgio Ricardo; A Receita, de Jorge Andrade; Verde Que Te Quero Verde, de Plínio Marcos; Miserere, de Gilberto Gil; e A Lua Muito Pequena e A Caminhada Perigosa, de Augusto Boal. Dado o número de cortes sofrido pelo texto submetido à censura (setenta e um), a Primeira Feira Paulista de Opinião foi apresentada na íntegra em junho de 1968, mesmo com o veto dos censores, num ato público de resistência.

Em texto intitulado “O Que Pensa Você da Arte de Esquerda?”, escrito para o programa do espetáculo, Augusto Boal procurou mapear as tendências e perspectivas dominantes nos diferentes setores da esquerda naquele momento. O reconhecimento de diferenças servia de preâmbulo para um alerta acerca da necessidade de união estratégica de todos, fosse qual fosse a orientação estética ou política postulada.

 

Maria Sílvia Betti
Em História do Teatro Brasileiro – Volume 2
João Roberto Faria | Direção


 

II Feira Paulista de Opinião ou I Feira Antropofágica de Opinião (2014)


 

A II Feira Paulista de Opinião ou I Feira Antropofágica de Opinião refletiu sobre o Brasil naquele momento, unindo diversas gerações de artistas. Entre os convidados estão alguns dos participantes da Feira realizada em 1968, reforçando a importância do encontro de gerações atuantes no cenário da arte engajada.

O evento contarou com a presença dos seguintes artistas:

Atores, Diretores, Dramaturgos e Poetas
Alípio Freire 
Cecília Boal
Chico de Assis
Dulce Muniz
Iná Camargo Costa
Izaías Almada
Mário Masetti 
Ney Piacentini
Renan Rovida
Rogério Bandeira
Sérgio de Carvalho
Umberto Magnani


Coletivos Teatrais
Bando Trapos
Brava Cia
Buraco D´Oráculo
Cia do Feijão
Cia dOs Inventivos
Cia Estável de Teatro
Cia Ocamorana
Cia São Jorge de Variedades
Companhia Estudo de Cena
Dolores Boca Aberta Mecatrônica de Artes
Engenho Teatral
Grupo Redimunho de Investigação Teatral
Grupo Teatral Parlendas
Kiwi Cia de Teatro
Nosso Grupo de Teatro 
Núcleo Pavanelli de Teatro de Rua e Circo
Pombas Urbanas
Teatro de Narradores
Teatro União e Olho Vivo
Trupe Olho da Rua

I Feira Antropofágica de Opinião

Cartunistas
Alan Siqueira
Novaes 

Coletivos Audiovisuais
Coletivo Cinefusão
Coletivo Zagaia

Músicos
André Bedurê e Elaine Guimarães
Danilo Monteiro e Tita Reis
Juh Vieira
Martin Eikmeier
Renato Gama
Sérgio Ricardo
Tony Giusti
Vagabundos Bundas Bandis
Wanderley Martins

As apresentações dos convidados tiverão como mote a resposta à mesma pergunta: “O que pensa você do Brasil de hoje?”. As cenas, intervenções, músicas e ações partiram de questionamentos políticos e estéticos imbricados na I Feira de Opinião, mas em diálogo com aspectos contemporâneos. Em artigo veiculado no programa da I Feira Paulista de Opinião, Augusto Boal propunha reflexão sobre a arte de esquerda, suas divergências e contratempos no contexto ditatorial, à época fator de impedimento e censura de apresentações. Em 2014, a quantas andava a arte de esquerda? Quais eram as aporias dessa arte no cenário brasileiro? A entrada é gratuita.

O evento integrou o projeto da Cia Antropofágica "Desterrados em nossa Própria Terra", contemplado pelo Programa Municipal de Fomento ao Teatro para Cidade de São Paulo - 22ª Edição.

Sinopse. 

 

O que pensa você do Brasil de hoje? A Antropofágica reuniu artistas de diversas gerações para responder a esta pergunta na II Feira Paulista de Opinião ou I Feira Antropofágica de Opinião.

Ficha Técnica. 

Direção Geral

Thiago Reis Vasconcelos

 

Elenco

Antropofágica

 

Direção Musical

Lucas Vasconcelos

 

Direção de Produção

Maria Tereza Urias

 

Produção

Flávia Ulhôa

 

Artista Gráfico

Alan Siqueira

 

Desing Gráfico

Pablo Pamplona

2017 por Companhia Antropofágica. Todos os direitos reservados.

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